quinta-feira, 20 de março de 2014

A estátua do Bellini(Estádio Maracanã-R.J.) imortaliza agora o já imortal Bellini, capitão do 1º título mundial do Brasil.

    Capitão do Primeiro Mundial do Brasil 
(São Paulo) Bellini: O ex-zagueiro Bellini , que nasceu em 7 de junho de 1930 e morreu nesta quinta-feira, aos 83 anos. Este incomensurável zagueiro Hideraldo Luís Bellini foi quem imortalizou o gesto de levantar a taça de campeão sobre a cabeça. Em 1958, na Suécia, ele era um dos líderes da equipe que encantou o mundo e venceu o time da casa na final por 5 a 2. Zagueiro, ele também esteve na conquista do bi, em 1962, no Chile, e no Mundial de 1966, na Inglaterra. Após lutar por dez anos contra o Mal de Alzheimer com a mesma bravura que apresentou nos 21 anos em que esteve nos campos de futebol foi Capitão do Brasil na Copa de 1958, quando a seleção conquistou o primeiro dos seus cinco títulos mundiais no futebol.

Na cinzenta e nublada tarde de 29 de junho de 1958, em Estocolmo, Hideraldo Luiz Bellini, o capitão da seleção, eternizou o gesto de erguer a taça, após a conquista do primeiro título mundial do Brasil. A pequena Jules Rimet de apenas 30 centímetros de altura e quatro quilos de peso foi levantada sobre a cabeça com a determinação de um dos jogadores mais raçudos da história do futebol brasileiro.

Bellini não haveria de lembrar-se de momentos históricos como: a Copa de 1938, perdida por geniais como Domingos da Guia e Leônidas da Silva, a infância vivida na pequena Itapira, a derrota doída no Maracanã na final da Copa de 1950, diante do Uruguai, o técnico Flávio Costa, que o incentivou a jogar sempre sério, e os 60 milhões de brasileiros que exigiram muita força daquele raçudo zagueiro.

Como disse lávio Costa, técnico vascaíno em 1952: -”Seu estilo rude e eficiente foi incentivado nos times nos quais atuou: Vasco, São Paulo, Atlético-PR. Ainda Flavio, Costa: -"Jogar bem, você não sabe. Trate de despachar a bola e deixe que seus companheiros façam as jogadas", .

Ciro Aranha, que assumira mais tarde a presidência do Vasco da Gama disse: -"Quando o senhor resolver escalar este rapaz, por favor, me avise para que eu não vá a campo", cansou de dizer.

-"Então é melhor o senhor ficar em casa no domingo", rebateu Flávio Costa, ao se recusar a colocá-lo no banco de reservas de uma equipe supercampeã, base da seleção brasileira, e que reunia lendas como Barbosa, Danilo e Ademir de Menezes.

Líder nato, foi escolhido de forma unânime pelo elenco como o capitão do fantástico time de 1958, superando um mestre como Nilton Santos, o estilista Didi e uma brilhante promessa como Pelé.

Mesmo sofrendo forte cãibras contra a Austria, disse Bellini aos companheiros: - "Levanta e vamos jogar". Nem o companheiro de zaga, Orlando Peçanha, de estilo clássico, era poupado de críticas, ao se exibir e tocar de letra dentro da área. -" Para com isso moleque!", dizia Bellini.

Integro, em 1964, pelo São Paulo, não concordou com o toque de bola excessivo dos companheiros, que "humilhavam" o adversário. Acabou com a festa dos companheiros dando um bico para as arquibancadas. Nem mesmo quando atuava pelo “Milionários”, equipe que reunia veteranos célebres na Colômbia, Bellini deixou de lado a seriedade em campo. Brigou com Dorval, ex-ponta direita do eterno Santos de Pelé, por ele ter dado uns golinhos antes de um amistoso.

COMO ÍDOLO DO VASCO

Ídolo no vasco Bellini começou sua trajetória, no futebol em 1946, na sua cidade natal. Por lá, ele jogou pela Sociedade Esportiva Itapirense. Três anos depois, o ex-zagueiro se transferiu para a Esportiva Sanjoanense, time no qual permaneceu até 1951. Um ano depois, acertou transferência para o Vasco da Gama. No Gigante da Colina, Bellini ficou por 11 anos e conquistou três títulos estaduais (1952, 1956 e 1958). A passagem do ex-jogador pelo Vasco foi tão marcante que até hoje muitos torcedores e especialistas colocam seu nome entre os maiores jogadores de todos os tempos do clube. Após mais de uma década no Rio de Janeiro, ele se transferiu para o São Paulo.

Bellini, no entanto, não pegou uma época das mais gloriosas no Tricolor paulista. Com o estádio do Morumbi em fase de construção, não havia muito investimento no futebol. Resultado: o campeão do mundo não conquistou nenhum título pelo clube. Seu destino, então, foi o futebol paranaense. Pelo Atlético-PR, ele encerrou a carreira em 1969. Também sem conquistas.

- Céu está cada dia mais campeão. O querido Bellini foi levantar a Taça pra Deus. Descanse em paz. Você é eterno - escreveu o ex-atacante Dadá Maravilha em uma rede social.

Em 1990, passou a ensinar sua experiência para 200 garotos de 10 a 16 anos, em uma escolinha de futebol da Prefeitura de São Paulo no bairro do Ibirapuera.

-"É bom trabalhar com a criançada",  feliz da vida, disse o zagueiro campeão do mundo de 1958 e 62 foi o décimo primeiro de 12 filhos do carroceiro imigrante italiano Hermínio Bellini.

Nesta noite o corpo será levado para Itapira, sua cidade natal no interior de São Paulo, onde será enterrado, no sábado.

O REI DO FUTEBOL DESABAFA

O Rei Pelé lamenta a perda e comentou no globoesporte.com: -Na Copa de 58, ele foi um dos jogadores que me deu muitas orientações, porque era um dos mais experientes. Eu tinha 17 anos, era muito jovem e tudo para mim era novidade. É uma perda muito grande para o futebol brasileiro, desabafou Pelé.

Fontes:globoesporte.com/  fotos:  google image

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O REI DO "CACO" DO TEATRO BRASILEIRO FALECE AOS 92 ANOS.


Aos 92 anos, o ator Jorge Dória( Jorge Pires Fererreira), faleceu na tarde desta quarta-feira (6). Ele estava internado desde 27 de setembro, no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Barra D´Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste no Rio de Janeiro. Conforme a assessoria de imprensa do hospital, ele morreu após complicações cardiorrespiratórias e renais.

Foi informado que o corpo será sepultado nesta quinta feira(07/11/13) no memorial do Cajú na Capela 1.

O militar General Fileto Pires Ferreira, de 95 anos, é o único irmão vivo. Ele tinha uma outra irmã já falecida. "Lamentamos muito. Deixa uma lembrança cheia de vida e inteligência", disse Fileto. Ele lembrou da infância dos dois e da atuação do irmão no teatro.

"Ele era dono dos cacos nas peças teatrais. Sabia o momento e sempre fazia isso com grande talento e com alegria". Fernando Gasparin, cunhado do ator, lembrou a lado alegre de Dória. "Ele fazia o trágico virar cômico", recordou Gasparin.

Em 2005, Jorge Dória se afastou dos palcos e da TV por problemas de saúde, decorrentes de um acidente vascular cerebral seu último trabalho foi no programa Zorra Total da Rede Globo.

Início nos anos 1940
Dória iniciou sua carreira artística na década de 40. Conforme relatos,, em 2002, sua estreia no cinema foi no melodrama “Mãe”, de 1947, do radialista Teófilo Barros.

Com uma carreira que inclui mais de 80 participações em filmes, teatro, novelas e seriados, o ator se destacou na comédia, na primeira montagem de “A gaiola das loucas”, de 1974, baseado no texto do autor francês Jean Poiret.

Na TV, o ator teve destaque em 1970, na extinta TV Tupi. Três anos depois fez sua estreia na TV Globo na primeira versão da “A grande família”, interpretando o funcionário público Lineu, hoje vivido por Marco Nanini.

Homenagem exibida pelo programa “Vídeo Show”, em 2010, mostrou que Dória foi o Ambrósio de “O noviço”, seu primeiro personagem em novelas na Globo, em 1975. Em 1978, foi o protagonista de “O pulo do gato”. Era o playboy decadente e mulherengo Bubi Mariano, famoso por frases como “Marilyn Monroe, saímos algumas vezes”.

Em 1990, fez “Meu bem meu mal”. Outro personagem marcante foi o Conselheiro Vanoli, da novela “Que rei sou eu?”, de 1989. A interpretação lhe rendeu o prêmio de melhor ator pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Dória participou das novelas “Deus nos acuda”, “Era uma vez”, “Olho no olho”, “Zazá” e “Suave veneno”. Por conta da fama de se dar bem em comédias, foi convidado para participações especiais nos seriados “Sai de baixo” (1998) e “Os normais” (2001), quando viveu o pai de Rui (Luiz Fernando Guimarães).

No "Zorra Total", interpretava “Maurição”, pai machista de Alfredinho (Lúcio Mauro Filho). Seu bordão era “Mas onde foi que eu errei?”, em alusão ao fato de o filho se vestir de mulher, chamá-lo de “papi” e usar gírias faladas por gays.

CINEMA E TEATRO
No teatro, teve destaque em “Procura-se uma Rosa”, na década de 60. A peça era escrita por Vinicius de Moraes, Pedro Bloch e Gláucio Gill, com direção de Léo Jusi. Nos anos 70, ficou conhecido por produzir suas peças (como “Freud explica, explica” e “O senhor é quem?”).

A década seguinte no teatro foi marcada por parcerias com o diretor Domingos de Oliveira. Juntos, fizeram “Escola de mulheres” (1984), "A morte do caixeiro viajante" (1986) e "Os prazeres da vida segundo Jorge Dória". Estrelou também “Belas figuras” (1983), de Ziraldo, e “A presidenta” (1988).

 A carreira no cinema foi além de sua estreia em 1947. No ano seguinte, trabalhou em "Inconfidência mineira", dirigido por Carmen Santos. A filmografia de Dória tem ainda longas como “O homem do ano” (2003), “Traição” (1998), “A dama do Cine Shanghai” (1987), “Pedro Mico” (1985), “O sequestro” (1981), “Perdoa-me por me traíres (1980), “Assim era a pornanchanchada” (1978), “As secretárias... que fazem de tudo” (1975), entre outros. Em “A dama do lotação” (1978), viveu Dr. Alexandre, sogro de Solange (Sônia Braga), casada com Carlos (Nuno Leal Maia).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

JOGOS DO MARACANÃ E EM OUTROS ESTÁDIOS DO BRASIL PODERÃO ESTAR NO CAMINHO DE PROTESTOS.

Mesmo depois da revogação das tarifas, os protestos continuam no Rio de Janeiro e São Paulo e em outras principais capitais. No Rio de Janeiro uma parcela dos manifestantes se declarou contra atos de vandalismo logo  após verem a Polícia Rodoviária federal obrigada a fechar os acessos da Ponte Rio Niterói durante 1 hora para conter um possível conflito de maiores proporções. Em Niterói, dois ônibus foram incendiados, agencias bancárias e lojas foram depredadas. Militantes que apoiavam uma das líderes dos protestos Mayara Vivian reagiram contra os atos de vandalismo externando que atos de vandalismo comprometem a imagem de atos legítimos e pacíficos.  Na mídia eletrônica já há uma parcela da população que manifesta um sentimento contra o rumo dos protestos que parecem estar seguindo uma direção talvez fora do foco inicial. As solicitações estão se pluralizando. A nulidade da PEC 37 pode ser a próxima meta. O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes estima uma perda de mais de 200 milhões de reais e ainda não se definiu de onde virá este monte. Os líderes dos protestos declaram que os investimentos em saúde e educação não serão atingidos, uma vez que esta verba é vinculada. A pressão inicial se focava em buscar que os empresários diminuíssem o lucro gerado no ramo de transportes.  As manifestações de rua nas principais cidades brasileiras foram, mais uma vez, destaque nesta última quarta (19) na imprensa internacional o "New York Times" deu sua foto principal de capa para uma manifestante sendo reprimida por um policial militar nas ruas do Rio de Janeiro, “50 mil pessoas voltam a tomar as ruas de São Paulo”, estampa o jornal espanhol “El País”, que destaca o esforço da presidente Dilma Rousseff em elogiar a maneira pacifica e legítima dos protestos, a tentativa dos manifestantes de impedir que vândalos depredassem lojas, agências bancárias e a própria Prefeitura de São Paulo, chamando os manifestantes de “filhos rebeldes de Lula e Dilma.”

O jornal inglês "Financial Times" dedicou uma pagina inteira de sua versão impressão na edição desta quarta (19) para os protestos no Brasil, dando destaque para as depredações em São Paulo. Na última terça(18) outros jornais também falaram sobre o Brasil e de todo acontecimento que vai se prolongando  mais que o esperado inicialmente. Os poucos jogos no Maracanã, e os demais em outros estados durante a copa das confederações e durante a Copa do Mundo poderão estar na rota de mais protestos. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

PAULO VANZOLINI - QUEM DISSE QUE MALANDRO NÃO PODERIA SER DOUTOR?


Quem foi disse que “malandro” não poderia  ser doutor? Na gíria carioca “malandro” é sinônimo de esperteza, boemia, e talento, sobretudo no samba, lá em São Paulo usam o termo “maloqueiro” para o mesmo sentido. Infelizmente os brasileiros perderam aquele que sintetizava dicotomicamente a figura do “malandro” ou “maloqueiro”, com a de doutor. Aos 89 anos o compositor Paulo Vanzolini morreu às 23h35 deste último domingo (28) de Abril . Autor de uma carreira marcante, entretanto era renomado academicamente. Paulo Varsolini era formado em Medicina no Brasil com doutorado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Foi também diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), onde trabalhou por mais de 40 anos. Em 2008, doou o acervo de sua biblioteca, com mais de 25 mil itens – incluindo obras raras, periódicos e mapas – ao museu. Segundo o governo de São Paulo, o valor do acervo é estimado em US$ 300 mil.

A brilhante dupla vida de compositor e cientista de Vanzolini foi tema de documentário "Um homem de moral", de 2009. A obra do cineasta Ricardo Dias registrou os preparativos para um show que fora realizado em 2003 no Sesc Vila Mariana, e com o mesmo diretor, Vanzolini filmou outros dois documentários, ambos sobre sua vida na área científica.
Entre suas publicações estão "Tempos de cabo" (1981) e "Lira" (1952). A discografia conta com discos como "Onze sambas e uma capoeira", de 1967, com 12 composições interpretadas por artistas como Chico Buarque, Adauto Santos, Luiz Carlos Paraná e Mauricy Souza e com arranjos de Toquinho. Outro álbum lançado por Vanzolini é "Por ele mesmo", que saiu em 1981 e foi o primeiro no qual ele também cantou.
Na vida científica fora premiado pela Ordem Nacional do Mérito Científico com a classe Grã-Cruz por sua contribuição na área das Ciências Biológicas. Pelo mesmo motivo, recebeu também um prêmio da Fundação Guggenheim, de Nova York. Paulo Varsolini foi enterrado às 16h no Cemitério da Consolação. O velório e o enterro foram fechados ao público.

Fonte G1

domingo, 21 de abril de 2013

PARIS: - NÃO QUEREMOS SUA LEI


Segundo agencia Reuters milhares de opositores ao casamento entre pessoas do mesmo sexo marcharam por Paris agitando bandeiras nas cores rosa e azul neste domingo (21), em ato de protesto de última hora antes da aprovação de uma lei que na próxima semana permitirá a união e a adoção de crianças por esses casais.
Aos gritos de "Nós não queremos sua lei, Hollande," quase  50 mil manifestantes se concentraram atrás de uma faixa com os dizeres: "Tudo nasce de uma mãe e não de um pai", alegando ser antidemocrático realizar uma mudança social tão fundamental sem a realização de um referendo.
Agindo concomitantemente organizada contra a aprovação da lei foi agilizada a fim de evitar uma grande manifestação que aconteceria no final de abril, a marcha de hoje(21) domingo foi o mais recente protesto em meses de manifestações da oposição, que tem manchado a principal proposta de reforma social do presidente François Hollande. Um dos organizadores do protesto, Alberic Dumon, afirmou à Reuters,"Nós avisamos o presidente em novembro que não desistiríamos e que faríamos de tudo para evitar que esta lei fosse aprovada, ou para revogá-la se for aprovada." 

Fonte:Reuters/G1

domingo, 31 de março de 2013

NOSSA HOMENAGEM AO REI DO CHURRASCO BRASILEIRO


Filho de imigrantes italianos, Marcos Guardabassi, conhecido públicamente como Marcos Bassi, ou simplesmente Bassi foi o empresário que tratou da distribuição, corte e churrasco com maestria. Este carismático empresário que aos 8 anos de idade já era ambulante começou com apenas 13 anos vendendo miúdos nas ruas de São Paulo. Ainda jovem, filho de um alfaiate, abriu o primeiro açougue muito jovem no Mercadão Municipal de São Paulo com ajuda da mãe que era dona de casa. Deu seu próximo passo transferindo seu comércio pára Rua Humaitá no bairro do Bixiga também em São Paulo onde criou o estabelecimento Casa de Carnes Bassi. Em 1976 fundou a CFCB (Central Frigorífica e Carnes Bassi) que tinha como objetivo atender tanto a maturação quanto o processo a vácuo de carnes. Em menos de um ano seu negócio havia triplicado devido a crescente demanda por seus produtos. A dicotômica separação de carnes na Central atendia com a marca Bassi o mercado de carnes nobres, enquanto as carnes comuns como o patinho e coxão duro, eram destinadas aos empresários do ramo de distribuição de carnes e aos que atendiam um publico mais modesto. Com visão privilegiada Marcos Bassi transcedeu o serviço comum da época criando seu próprio restaurante, o Bassi em 1978 na Rua 13 de Maio em São Paulo. O segredo do sucesso estava no seu atendimento presencial e cardápio didático explicando técnicas de corte para o churrasco. Bassi foi o grande descobridor da Fraldinha tratando o corte com excelência para churrasco, e provando sua predileção criando o bombom da Fraldinha e da Alcatra e o Steak do Açougueiro. Em 1999 vendeu sua marca Bassi que atualmente conta apenas com o Templo da Carne e seu espaço para eventos Marcos Guardabassi.

O sepultamento ocorreu na tarde da segunda-feira (25) no Cemitério do Araçá.



Fontes:G1 e Wikipédia.

quarta-feira, 20 de março de 2013

EMÍLIO SANTIAGO - MAIS UMA ESTRELA QUE BRILHA NO CÉU



Não é difícil falar de um homem talentoso que estudou, lutou e se tornou de fato um dos maiores cantores do nosso país.  Trata-se de Emílio Vitalino Santiago, ou Emílio Santiago para o Brasil e o mundo. Emílio era ainda estudante da antiga Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ) quando passou a participar de festivais universitários nos anos 70. Conciliando as duas atividades Emílio acompanhou o tecladista Ed Lincoln como crooner na extinta TV Tupi, ganhando o espaço e o reconhecimento cada vez maior do público. Em 1973 lançou seu primeiro compacto com canções como “Transas de Amor” e “Saravá Nega” pela gravadora Polydor. Em 1975 lançou seu primeiro LP ”Emílio Santiago” produzido por Durval Pereira e foi no ano seguinte para antiga Pillips /Polygram (atual Universal Music). Suas visitas ao programa Flávio Cavalcante o projetaram com ótima repercussão para uma grande audiência crítica, comum à sociedade daquela época. Gosto refinado, culto e predisposto a trabalhar naquilo que o consagraria, deixou o Direito assim que se formou. A carreira de Direito era um sonho de sua mãe e não dele. Ainda nos anos 70 foi elogiado pelo jornalista e escritor Sergio Cabral, “hoje” pai do nosso governador lançou Brasileiríssimas (76) com impecável repertório como “Aquarela Brasileira” e “Argumento” de Paulinho da Viola. Em 1977 volta a lançar um LP intitulado “Feito para Ouvir”. Lançando praticamente um LP por ano ganho prêmios do famoso festival MPB Shell por duas vezes em 1982 e 1985 com as respectivas “Pelo Amor de Deus” e Elis Elis. Outro destaque foi o LP Aquarela Brasileira de 1988 que seguiu mais 6 volumes até 1995 somando mais de 3 milhões de cópias vendidas.Em 1990 grava de Carlos Colla e Gilson a música “Verdade Chinesa”. Emílio foi reconhecido também por um de seus maiores sucessos, a música “Saygon” de autoria de: Claudio Cartier, Paulo César Feital e Carlão. Este sucesso emergiu em um disco predominantemente espanhol. Em 2003 lançou mais um álbum muito elogiado pela crítica “Emílio Santiago interpreta João Donato”. Em 2000 assinou com a gravadora Sony Music lançando o disco Bossa Nova, que entre tantos sucessos clássicos do gênero também lhe rendeu um DVD. Prosseguiu em 2001 com “Um sorriso nos Lábios” em homenagem ao cantor Gonzaguinha. Em 2010 lançou seu primeiro e último selo o Santiago Music com o disco “Só Danço Samba” também último de carreira em que homenageou suas referências de início de carreira como o tecladista Ed Lincoln. Comparado como sendo um Nat King Kole brasileiro, generoso e culto este grandioso cantor demorou 15 anos para ser reconhecido e foi homenageado pelo tradicional Bloco Cacique de Ramos em Junho de 2012 em que comemorou 40 anos de carreira no berço do samba carioca. Emílio demorou 15 anos para receber o seu primeiro disco de Ouro e, portanto deixará saudades ao se juntar aos maiores interpretes da música popular brasileira como Dick Farney, Elis Regina, Clara Nunes entre outras estrelas de nosso cenário musical brasileiro. .

Morte

Emílio deu entrada no Hospital Samaritano, em Botafogo, após sofrer um AVC no dia 7 de março, onde ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do mesmo hospital, desde então. De acordo com o hospital, no dia 20 de março, Emílio morreu às 6h30 da manhã deste último dia 20 de Março, aos 66 anos. Ele teve complicação no quadro clínico de AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico - quando falta circulação de sangue no cérebro.

Discografia:
1975 - "Emílio Santiago"
1976 - "Brasileiríssimas"
1977 - "Comigo é Assim"
1977 - "Feito pra Ouvir"
1978 - "Emílio"
1979 - "O canto Crescente de Emílio Santiago"
1980 - "Guerreiro Coração"
1981 - "Amor de Lua"
1982 - "Ensaios de Amor"
1983 - "Mais que um Momento"
1984 - "Tá na Hora"
1988 - "Aquarela Brasileira"
1989 - "Aquarela Brasileira 2"
1990 - "Aquarela Brasileira 3"
1991 - "Aquarela Brasileira 4"
1992 - "Aquarela Brasileira 5"
1993 - "Aquarela Brasileira 6"
1995 - "Aquarela Brasileira 7"
1995 - "Perdido de Amor"
1996 - "Dias de Luna"
1997 - "Emílio Santiago"
1998 - "Emílio Santiago"
1998 - "Preciso Dizer que te Amo"
2000 - "Bossa Nova"
2001 - "Um Sorriso nos Lábios"
2003 - "Emílio Santiago Encontra João Donato"
2005 - "O Melhor das Aquarelas - Ao Vivo"
2007 - "De um Jeito Diferente"