sexta-feira, 1 de junho de 2012

VIETNÃ 40 ANOS: O DESESPERO DE KIM PHUC

O bombardeio do Exército americano deveria atingir apenas as tropas inimigas, porém, por um erro de cálculo, combatentes aliados e civis que estavam na região foram atingidos. As bombas eram de napalm, material altamente inflamável que não só explodia ao atingir o alvo, como também deixava um grande rastro de fogo. Com esta arma, os americanos não só ampliavam o número de baixas inimigas, como também geravam grande medo nas tropas opositoras que temiam as queimaduras causadas pelo produto químico.

A cena mostra o momento em que um grupo de crianças tenta fugir de um bombardeio aéreo americano em Trang Bang, no Vietnã. A imagem foi feita no dia 8 de junho de 1972 pelo fotografo Nick Ut. A personagem principal da foto Kim Phuc aparece nua ao centro chorando. O napalm atingiu seu corpo queimando toda a sua roupa. Após ser fotografada Kim perdeu a consciência e desmaiou. Um terço do seu corpo ficou marcado pelas queimaduras de terceiro grau causadas pela bomba. Foram treze meses se recuperando no hospital.

Kim Phuc tem hoje 49 anos e possui um filho. Em consequência da súbita notoriedade, ela participou de diversos eventos públicos em homenagem às vitimas da guerra. Entre tantas aparições Kim chegou a estar com a rainha britânica Elizabeth 2ª em Londres no ano 2000. Um livro e um documentário com a história dela foram produzidos relembrando a trajetória da sobrevivente de guerra.

À esquerda de Kim está seu irmão mais novo, Phan Thanh Tam que perdeu um dos olhos. Do lado direito dela estão seus primos Ho Van Bom e Ho Thi Ting. Seguindo o grupo, estão alguns soldados do Vietnã do Sul, aliados dos EUA durante a guerra.

Foram 19 anos de guerra que colocou americanos e comunistas em confronto direto no auge da guerra fria. O conflito acabou no dia 30 de abril de 1975 quando as forças comunistas do norte do país conseguiram dominar o Vietnã do Sul, expulsando os americanos de uma vez por todas. Estima-se que entre um e cinco milhões de vietnamitas morreram durante todo o confronto, quando somente 58 mil americanos sofreram baixa.

O Vietnã ainda está sobre o domínio de comunistas, mesmo assim, americanos e vietnamitas apesar da guerra, reconstruíram a relação diplomática.

Fonte: R7

LULA VISITA RATINHO NO SBT E PSDB REAGE .

Na última noite desta quinta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu sair novamente como candidato à presidente da República apenas no caso de a atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, não ter interesse de concorrer nas próximas eleições.
Antes da chegada do ex-presidente, Ratinho afirmou que ele não passaria por perguntas constrangedoras. "O presidente é convidado deste programa, ele não é mais presidente, não tem que ser cobrado por nada" avisou Ratinho .
Convidado do Programa do Ratinho, do SBT, Lula foi pela primeira vez após superar o câncer na laringe a uma televisão para ser entrevistado. Ele mencionou, rapidamente, a polêmica em que foi envolvido após declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que afirmou a uma revista que Lula teria feito pressão para um julgamento parcial do escândalo do mensalão.
"Quem inventou esta história vai ter que acreditar nela. O tempo se encarrega de acomodar as coisas", afirmou Lula.
Questionado sobre os problemas na saúde pública pelo apresentador, o ex-metalúrgico os atribuiu ao fim da CPMF. Lula lamentou que a bancada de oposição ao seu governo no Congresso Nacional tenha retirado o imposto sobre operações financeiras, que ficou conhecido como "imposto do cheque", e servia para financiar a Saúde. O ex-presidente disse que os parlamentares lhe "tiraram R$ 40 bilhões" por "vingança". "Me tiraram a CPMF, que é um imposto de rico, por vingança. Achavam que estavam me atacando, mas estavam atacando o povo brasileiro", disse Lula.
O deputado Sergio Guerra presidente Nacional do PSDB criticou como “arrogante” o discurso do ex-presidente Lula em TV aberta e estuda manobras para sanciona-lo junto com o jurídico de seu partido. A frase de Lula em que disse que ele jamais permitiria que "um tucano voltasse" e  "A única hipótese de eu ser candidato é se a presidenta Dilma não quiser. Não vou permitir que um tucano volte a ser presidente do Brasil", foi classificada como delirante por Guerra.
 Lula foi acompanhado por aliados, como o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), e pelo ex-ministro da Educação e pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. "Eu achava que era o momento de apresentar uma coisa nova para a cidade", disse o ex-presidente, perguntado sobre por que havia escolhido Haddad para a campanha.
Em tom descontraído, o programa teve afagos constantes entre Lula e Ratinho. "Sempre fui admirador dele, desde 1982. Vamos trabalhar em televisão", disse brincando. "Muita gente estranha por que (conceder a primeira entrevista) no Ratinho e eu digo: 'porque já comi rabada na casa do Ratinho e porque ele comeu rabada na granja do Torto'. Somos amigos. Amizade não tem preço", disse Lula  
No programa foi exibido para o ex-presidente Lula uma espécie de “arquivo confidencial” com depoimentos carinhosos de Ronaldo Fenômeno e Zeca Pagodinho

Fonte: TERRA/G1/JORNAL DO BRASIL

sexta-feira, 25 de maio de 2012

50 ANOS DA BANDA MAIS ATIVA DO MUNDO "OS ROLLING STONES"

  Completou nesta sexta-deira 50 anos da bandade de rock inglesa The Rolling Stones formada em 25 de Maio de 1962. Os Stones são uma das bandas mais antigas ainda em atividade. Ao lado dos Beatles, foram considerados a banda mais importante da chamada invasão britãnica ocorrida nos anos 60, que adicionou diversos artistas ingleses nas paradas norte-americanas e que decisivamente influenciaram a música pop e os costumes.
Inicialmente formado por Brien Jones, Keith Richards , Mick Jagger, Bill Wyman e Charlie Watts, o grupo calcava sua sonoridade no blues. Em cinquenta anos de carreira, sucessos como "Paint ths Black", "Lady Jane", "Ruby Tuesday", "Wild Horses", "(I Cant Get No) Satisfaction", "Start Me Up", "Sympathy for Devil", "Jumping Jack Flash", "Miss You" e "Angie" fizeram dos Stones uma das mais conhecidas bandas do rock mundial, levando-a a enfrentar todos os grandes clichês do gênero, desde recepções efusivas da crítica até problemas com drogas e conflito de egos, principalmente entre Jagger e Richards. Os Rolling Stones já venderam mais de 200 milhões de álbuns no mundo inteiro em sua carreira.
Em 1963 Brian Jones oficialmente abandona os Stones, sendo substituído por Mick Taylor (que havia tocado com John Mayalls Blues Brakers) firmando assim a formação definitiva. Poucos dias depois de sua saída, Brian Jones seria encontrado morto afogado na piscina de sua casa em Sussex, em circunstâncias até hoje pouco esclarecidas.

Nos anos 70, com o álbum Sticky Fingers, esse logo desenhado por John Pasche ficou associado à banda e desde então faz parte do merchandise do grupo.

Fonte:Wikipédia.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

DECISÃO INÉDITA DO STJ POR ABANDONO AFETIVO PODERÁ ATENDER MILHÕES DE PESSOAS QUE SOFRERAM SITUAÇÃO SEMELHANTE DISSE ADVOGADO EM ENTREVISTA COLETIVA.

A mulher que ganhou na Justiça o direito de receber do pai R$ 200 mil de indenização por abandono afetivo falou pela primeira vez com a imprensa na manhã desta sexta-feira (4), em entrevista coletiva em Sorocaba (SP). Luciane Nunes de Oliveira Souza diz que sempre se sentiu abandonada e que jamais teve apoio paterno. "Passamos por muitas dificuldades, principalmente em relação à alimentação. Meus irmãos sempre tiveram tudo e eu nunca tive nada", desabafa a professora. O pai ainda pode recorrer da decisão tomada pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça.
Para Luciane, porém, o resultado da ação é mais do que justa. "Nunca tive um pai para me aconselhar, para conversar. Desde que nasci, ele nunca me quis", afirma, emocionada. Ela diz que por pouco não passou a infância em um orfanato. Após a morte dos avós, a mãe se viu perdida e sem condições de criá-la e chegou a levá-la a um abrigo, mas acabou desistindo da ideia.

REJEITADA DURANTE TODA VIDA 
Durante o relato, a professora afirmou que, ao completar 18 anos, procurou o pai e pediu que ele continuasse a pagar pensão. "Eu queria o dinheiro para poder estudar, mas, mesmo assim, ele interrompeu o pagamento", disse.
Em outra ocasião, ela diz ter precisado do apoio paterno devido a um problema de saúde, mas foi aconselhada pelo homem a buscar seus direitos. "Estou muito feliz com o resultado e acho justo, por tudo que eu passei. Antes de recorrer à Justiça, tentei conquistar o afeto dele", conta a professora.
O advogado João Lyra Netto se emocionou com a história e abraçou a causa. "Um pai tem que estar presente, tem que acariciar, amar o filho. Pai tem que ser exemplo", afirmou durante a coletiva, também afirmando que esta decisão poderá atender milhões de pessoas em situação semelhante .
A decisão do STJ foi dada no dia 24 de abril e tornou-se pública nesta quarta-feira (02). Pela primeira vez no Brasil, uma turma do órgão ordenou que um pai indenizasse a filha por abandono afetivo. O condenado é um empresário de Sorocaba (SP) que trabalha no ramo de postos de combustíveis.

DO RECURSO
O advogado do pai disse ao G1 na manhã desta quinta-feira (3) que vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Antônio Carlos Delgado diz que há divergências na corte do STJ. “Esta foi uma decisão da Terceira Turma do órgão, tem outras turmas que entenderam que não há abandono,” afirmou.
Segundo ele, a autora do processo é fruto de um relacionamento breve e em nenhum momento houve falha do pai. “Não houve abandono, houve dificuldade da própria filha para o contato. A mãe dela dificultava a visita. O tempo foi passando e meu cliente acabou desistindo de procurá-la, mas nunca falhou no pagamento da pensão, tanto que, hoje, ela é uma moça formada,” conta ele.

DA AÇÃO
A mulher entrou com ação contra o pai alegando abandono material e afetivo durante a infância e a adolescência. O Tribunal de Justiça de São Paulo julgou o caso improcedente por entender que "o distanciamento se deveu ao comportamento agressivo da mãe em relação ao pai".
Depois, em apelação em novembro de 2008, o próprio TJ-SP reformou a decisão por entender que o pai era "abastado e próspero" e fixou indenização por danos morais em R$ 415 mil.
O pai recorreu ao STJ alegando não ter abandonado a filha e argumentando que, mesmo se isso tivesse ocorrido, "não haveria ilícito indenizável". Para ele, a punição possível nesse caso seria a perda de poder familiar.
O STJ decidiu manter a condenação do TJ, mas reduziu o valor de R$ 415 mil para R$ 200 mil por considerá-lo elevado. A quantia, no entanto, será superior a R$ 200 mil, porque será atualizada conforme a inflação do período desde a data da condenação do TJ, em novembro de 2008.
Foto: Luana Eid/G1


quinta-feira, 26 de abril de 2012

JORNALISTA DÉCIO SÁ: POLÍCIA FEDERAL APÓIA INVESTIGAÇÕES E PRF PRENDE QUATRO SUSPEITOS

SÃO LUÍS – Diante o covarde assassinato do jornalista Décio S, uma comissão formada por três delegados continua investigando o crime. As investigações contam com o auxílio da Polícia Federal. Décio foi morto a tiros na última segunda feira(23), no bar Estrela do Mar, na Avenida Litorânea. Ontem (24), ele foi sepultado no cemitério Jardim da Paz em São José de Ribamar . Décio tinha 42 anos, era jornalista em O Estado do Maranhão, onde trabalhou durante 17 anos na editoria de política e escrevia, também, no Blog do Décio, que, em cinco anos, se tornou um dos mais lidos em todo o Maranhão. Ele deixa uma esposa grávida de dois meses e uma filha de oito anos.
Em entrevista coletiva o Secretário de Estado da Segurança Pública, Aluísio Mendes, afirmou que testemunhas estão sendo ouvidas a fim de que se elabore um retrato falado do suspeito pelo assassinato. Na tarde dessa terça-feira (24), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma abordagem feita a um veículos, deteve quatro homens, sendo um policial militar reformado, portando uma pistola PT 940, calibre "ponto 40" – do mesmo modelo, segundo a polícia, usado no crime contra o jornalista Décio Sá –, com 20 munições, sem registro, além de R$ 2.446 em dinheiro. Eles foram encaminhados para o 12º Distrito Policial (DP), no bairro do Maracanã.
Nesta quarta-feira (25), o jornalista, advogado e mestre em Direito, José Carlos Sousa Silva, comentou o caso. "Eu sempre digo que nós precisamos criar uma estrutura de combate à violência, ao crescimento dela, que está exagerado, criando medidas preventivas", disse em entrevista ao Imirante. "As instituições no Maranhão devem unir-se, conversar, discutir e buscar soluções adequadas para o combate à violência. Depois da investigação, eu creio que a secretaria chegará aos autores desse crime que teve repercussão nacional e internacional, porque Décio foi um profissional dedicado ao Jornalismo inteiramente", defende.
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REPERCUSSÃO: Por meio de nota à imprensa, a Prefeitura de São Luís afirma que "São Luís perdeu um de seus mais obstinados jornalistas. Profissional respeitado e admirado pela sua coragem e determinação, Décio Sá exerceu o Jornalismo como sacerdócio, com trabalho ininterrupto, zeloso na apuração de denúncias e na busca pela verdade dos fatos. A brutalidade do assassinato é uma afronta à liberdade de expressão e à democracia, o que exige investigação rigorosa e punição exemplar aos responsáveis". O governo do Estado repudiou, também por meio de nota, "o ato bárbaro e brutal praticado por assassinos covardes" e que a governadora Roseana Sarney "determinou que todas as providências fossem tomadas pela Secretária de Segurança Pública (SSP) para a imediata resolução do caso, para que os criminosos sejam presos e paguem pelo ato de barbaridade, que comoveu o Maranhão e, em especial, a classe jornalística".

SARNEY PEDE PUNIÇÃOEM RESPEITO À LIBERDADE DE IMPRENSA: O presidente do Senado e do Congresso Nacional, José Sarney, afirmou que Décio Sá "foi pioneiro no jornalismo on-line maranhense e tinha como principal virtude profissional a busca pela notícia, pela reportagem investigativa, que a muitos incomodava, mas, também, lhe garantia um espaço único no cenário jornalístico e uma legião de seguidores. Mesmo jovem, Décio já havia marcado seu nome como um dos grandes jornalistas maranhenses, e na história do jornalismo brasileiro ficará como um dos pioneiros a utilizar os modernos meios de comunicação, desenvolvendo um trabalho de qualidade e grande alcance Esse crime hediondo, brutal e cruel tem que ser desvendado para punir os culpados e despertar, cada vez mais, a consciência para a proteção e o respeito à liberdade de imprensa. Seu assassinato, além de uma atrocidade, é um atentado à democracia".
FENAJ / ABRAJI / ABI/ SIP:  Entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Repórteres Sem Fronteiras (RSF), cobraram a investigação do caso. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) quer a aprovação, no Congresso Nacional, de uma lei para transformar atentados contra jornalistas em crime federal. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), também, condenou o assassinato do jornalista.

Qualquer informação sobre os assassinos do jornalista Décio Sá, pode ser passada ao Disque Denúncia, pelos telefones 3223-5800, em São Luís, e 0300 313 5800, no interior do Maranhão. Não é necessário se identificar

Fonte: G1

sexta-feira, 23 de março de 2012

CHICO ANÍSIO - O PROFESSOR DO HUMOR E SUAS MULTIFACETAS

Chico Anysio é o nome artístico de Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho nascido em Maranguape, Ceará, 12 de abril de 1931. Chico foi um dos pouquíssimos artistas que além de humorista foi ator, escritor e pintor brasileiro além de notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, TV onde possuiu contrato até 2012. Ao lado de Chacrinha e Boni, Chico foi considerado um dos maiores nomes de todos os tempos na televisão brasileira e trabalhou ao lado e até mesmo dirigiu os maiores nomes do humor brasileiro seja do rádio ou na televisão, como: Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, entre muitos outros brilhantes humoristas. O cearense de Maranguape morto às 14h52m desta sexta-feira, aos 80 anos, foi um iconoclasta. Sua postura crítica não conhecia limites. Seu humor espicaçou a ditadura militar e invadiu a democracia denunciando a corrupção. Na galeria de tipos cômicos criados por ele, é possível detectar vergonhas nacionais como o coronelismo, o populismo, o analfabetismo. Mas sua obra não se limita a temas “sérios”.
MULTIFACES- São muitas as maneiras possíveis para definir quem foi Chico Anysio. A que menos faz justiça à abrangência de sua obra é o habitual “humorista”. O termo “sociólogo do riso”, cunhado pelo jornal O Globo em 1973, é uma muito boa tentativa. Mas ainda é pobre para dar conta de um talento multifacetado, que ao longo de 63 anos de carreira arrancou gargalhadas de gerações de brasileiros pobres, remediados e ricos, intelectuais e analfabetos. Quando jovem mudou-se para o Rio de Janeiro quando tinha oito anos. Iniciou no rádio na Rádio Guanabara, onde exercia várias funções: rádio-ator, comentarista de futebol, etc. Participou do programa Papel carbono de Renato Murce.Trabalhou, nos anos cinqüenta, nas rádios "Mayrink Veiga", "Clube de Pernambuco", "Clube do Brasil". Nas chanchadas da década de 50, Chico passou a escrever diálogos e, eventualmente, atuava como ator em filmes da Atlântida Cinematográfica.

Na TV Rio estreou em 1957 o "Noite de Gala". Em 1959, estreou o programa Só tem tantã, lançado por Joaquim Silvério de Castro Barbosa, mais tarde chamado de Chico Anysio Show. Além de escrever e interpretar seus próprios textos no rádio, televisão e cinema, sempre com humor fino e inteligente, Chico se aventurou com relativo destaque pelo jornalismo esportivo, teatro, literatura e pintura, além de ter composto e gravado algumas canções: Hino ao Músico, (Nanci Wanderley, Chico Anysio e Chocolate), foi prefixo do seu programa Chico Anysio Show, nas TV Excelsior, TV Rio e TV Globo e nos espetáculos teatrais, como o do Ginástico Português, no Rio em 1974, acompanhado sempre do violonista brasileiro Manuel da Conceição - O mão de vaca; Rancho da Praça XI, Chico Anysio e João Roberto Kelly, gravado pela cantora Dalva de Oliveira. A música fez grande sucesso no carnaval do IV Centenário do Rio de Janeiro, isto é, fevereiro de 1965; Vários sucessos como Oitenta( Renato Piau na gaita e Arranjos & Teo Lima na bateria com Luisão Maia no Contra Baixo),  com seu parceiro Arnaud Rodrigues, gravados em discos e usados no quadro de Chico City Baiano e os Novos Caetanos. Um grande sucesso foi Rio Antigo de Chico Anísio & Monato Buzac.
Rio Antigo
Quero um bate-papo na esquina
Eu quero o Rio antigo
Com crianças na calçada
Brincando sem perigo
Sem metrô e se frescão
O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde 12 de Ipanema
Pra ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinema
Domingo no Rian
Me deixa eu querer mais, mais paz

Quero um pregão de garrafeiro
Zizinho no gramado
Eu quero um samba sincopado
Baioba, bagageiro
E o desafinado que o Jobim sacou
Quero o programa de calouros
Com Ary Barroso
O Lamartine me ensinando
Um lá, lá, lá, lá, lá, gostoso
Quero o Café Nice
De onde o samba vem
Quero a Cinelândia estreando "E o Vento Levou"
Um velho samba do Ataulfo
Que ninguém jamais agravou
PRK 30 que valia 100
Como nos velhos tempos

Quero o carnaval com serpentinas
Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina
Os Anjos do Inferno, 4 Ases e Um Coringa
Eu quero, eu quero porque é bom
É que pego no meu rádio uma novela
Depois eu vou à Lapa, faço um lanche no Capela
Mais tarde eu e ela, nos lados do Hotel Leblon

Quero um som de fossa da Dolores
Uma valsa do Orestes, zum-zum-zum dos Cafajestes
Um bife lá no Lamas
Cidade sem Aterro, como Deus criou
Quero o chá dançante lá no clube
Com Waldir Calmon
Trio de Ouro com a Dalva
Estrela Dalva do Brasil
Quero o Sérgio Porto
E o seu bom humor
Eu quero ver o show do Walter Pinto
Com mulheres mil
O Rio aceso em lampiões
E
violões que quem não viu
Não pode entender
O que é paz e amor


REDE GLOBO- Desde 1968, encontra-se ligado a Rede Globo, onde conseguiu o status de estrela num "cast" que contava com os artistas mais famosos do Brasil; e graças também a relação de mútua admiração e respeito que estabeleceu com o executivo Boni. Após a saída de Boni da Globo nos anos 90, Chico perdeu paulatinamente espaço na programação, situação agravada em 1996 por um acidente em que fraturou a mandíbula.

Em 2005, fez uma participação no Sítio do Pica- pau Amarelo, onde interpretava o Doutor Saraiva e, recentemente, participou da novela Sinhá Moça, na Rede Globo.

É pai dos atores Lug de Paula, do casamento com a atriz Nanci Wanderley, Nizo Neto e Ricardo, da união como Rose Rondelli, André Lucas, que é filho adotivo, Cícero, da união com ex-frenética Regina Chaves e Bruno Mazzeo, do casamento com a atriz Alcione Mazzeo. Também teve mais dois filhos com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, Rodrigo e Vitória. É irmão da também atriz Lupe Gigliotti com quem já contracenou em vários trabalhos na TV, do cinesta Zelito Viana e do industrial, compositor e ex produtor de rádio Elano de Paula. Também é tio do ator Marcos Palmeira.

MILITANTE- Chico foi um militante do politicamente incorreto, décadas antes do surgimento desse conceito. Debochou de feios, de gays, de gente burra, de pais de santo, e também de seus colegas de rádio e TV. E passeou com desenvoltura por uma gama de personagens (209, de acordo com seu site) que iam do humor mais sutil ao mais escrachado. Chico Anysio estava afastado da TV Globo, onde só fazia participações esparsas em Zorra Total, e não escondia sua mágoa. Mas o ostracismo recente não lhe roubou um lugar único na história da TV: nenhum outro expoente do humor – nem mesmo Jô Soares e Renato Aragão – teve reinado mais longo e inconteste na emissora de maior audiência no país. Por extensão, nenhum outro humorista exerceu tanta influência sobre os brasileiros quanto Chico Anysio.
PERSONAGENS - Entre o começo dos anos 70 e a década de 90, ele criou personagens e bordões incorporados à memória do Brasil. O deputado Justo Veríssimo (“Quero que pobre se exploda!”), o pai de santo Painho (“Affe! Eu tô morta!), Pantaleão (“É mentira, Terta?”), Bozó (“E-eu trabalho na Globo, tá legal?”) fazem parte dessa galeria, composta também por Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, o malandro Azambuja, o boleiro atrapalhado Coalhada, o funcionário público Nazareno e o Baiano, sátira dos músicos saídos da Bahia que fizeram sucesso nos anos 1960 e 1970. Boa parte deles apresentada ao público entre 1973 e 1980, durante o programa, o primeiro de longa duração da carreira televisiva de Chico que teve início em 1957 com o programa Noite de Gala, da TV Rio. Onze anos depois, em 1968, o humorista entraria para o elenco da Globo. Entre 1982 e 1990, ele apresentou o Chico Anysio Show.
ESCOLINHA- Apesar da genialidade consideram que nenhum de seus personagens foi tão marcante e longevo quanto o professor Raymundo, criado por Haroldo Barbosa na rádio Mayrink Veiga em 1950. Em vez de “E o salário, ó...”, que o marcou na TV Globo, o catedrático terminava a atração com o bordão “Vai comendo, Raymundo. Quem mandou tu vim do norte?”. Dali por diante, o personagem ficou sendo dele. Barbosa lhe deu o direito de utilizá-lo onde e como quisesse. Na Globo, o personagem, que participaria de diversos programas, estreou em Balança, Mas Não Cai, dirigido por Lucio Mauro. No início, o mestre submetia seus alunos a sabatinas. A partir de 1974, no Chico City, passou a dar aulas. Mais adiante, em 1991, ganhou uma escola – a Escolinha do Professor Raimundo, sucesso absoluto entre 1991 e 1992. Ali, foram revelados talentos como Tom Cavalcante, e resgatados artistas da velha guarda, como Walter d´Ávila (1911-1996). “Duas falas para cada um e estava resolvido”, dizia Chico.
INJUSTIÇA-   Nessa época, Chico Anysio era campeão incontestável de audiência. Mas já começava a perder prestígio. Quando o assunto era o futuro do humor na TV Globo, ele era considerado representante do velho humor, e não mais conseguia impor seus pontos de vista à geração que surgiu e se afirmou naquele período, como o pessoal da TV Pirata e do Casseta & Planeta. Frustrado na expectativa de ocupar um cargo de supervisor de humor, passou a se expressar de forma amarga e ressentida em relação à emissora. "O diretor que exerce a função que almejei é o Guel Arraes", declarou.
O COMEÇO - A atuação como humorista começou em um show de calouros – onde Chico imitou as vozes de 32 famosos, fazendo piada com cada um, e ficou atrás apenas de Silvio Santos, que mais tarde viria a ser o dono do canal SBT. Ganhou 150.000 réis, que se converteram em uma bicicleta, entregue como presente para o irmão Zelito, sete anos mais novo. O comediante passou a ganhar todos os programas de calouros do Rio, e tornou-se convidado proibido nessas atrações. Ele seguiria então para São Paulo, onde também venceria todos os desafios. Mais uma vez vetado nos programas, chegou a pensar em ser advogado criminalista, quando apareceu um teste para humorista da rádio Guanabara, onde Anysio estrearia como comediante em 1949. “Perdi a minha chance de ser um Tarcísio Meira”, brincou ele.

Chico tinha 15 anos de idade quando se mudou para o Rio de Janeiro, depois que a empresa de ônibus de seu pai falir. Seu sonho era ser jogador de futebol. Uma tarde, quando foi em casa buscar o par de tênis que havia se esquecido de levar para uma partida com amigos, encontrou a irmã Lupe saindo para um teste na rádio Guanabara. Ele deixou o futebol de lado e seguiu com a irmã. Fez dois testes, um para rádio-ator e outro para locutor. Foi aprovado em ambos. Artista completo, escrevia os textos que interpretava. No rádio, além das estações Guanabara e da Mayrink Veiga, o humorista trabalhou nas rádios Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Também escreveu e atuou em cinema – com papéis em chanchadas da Atlântida – e se aventurou pela literatura e pela pintura.
Seus últimos trabalhos, além de Zorra Total, foram em Malhação e Caminho das Índias. Na minissérie Dercy de Verdade, Chico virou personagem, e foi interpretado por seu filho Nizo Netto. 

Chico passou três meses hospitalizado por causa de dores no peito. Na ocasião, ele foi submetido a uma angioplastia para desobstrução de artéria, seguida de uma traqueostomia e uma endoscopia.Chico Anysio estava internado desde o dia 5 de dezembro no hospital Samaritano, no Rio. Ele chegou com infecção urinária. Recebeu alta no dia 21 de dezembro de 2011, mas voltou a ser internado no dia seguinte por causa de uma hemorragia intestinal. O quadro evoluiu para uma pneumonia. A causa de sua morte foi uma parada respiratório e falência múltipla dos órgãos, decorrente do choque séptico causado pela infecção pulmonar


Fonte: Revista Veja/Letras.com.br

sábado, 17 de março de 2012

MORRE O LOCUTOR QUE DESBANCOU JOHN KENNEDY: O TURFE CHORA PERDA DE ERNANI PIRES FERREIRA

Rio- Morreu na madrugada deste sábado o locutor do Jockey Club, Ernani Pires Ferreira, aos 77 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele estava internado há dois dias no Hospital Espanhol, no Centro do Rio, após sofrer uma arritmia cardíaca. Ernani começou no turfe como jockey, vencendo 14 das 26 corridas que disputou, e depois seguiu carreira como locutor durante 40 anos. O velório será realizado neste domingo, no Jockey Club, na Gávea, e o sepultamento no Cemitério do Caju. Com uma história que se confunde com a do turfe nacional, Ernani ficou conhecido como a voz do Grande Prêmio Brasil, no Jockey do Rio. Durante 15 anos, comandou o quadro “Barbadas”, no Globo Esporte, da TV Globo, apostando no bom humor para transmitir as notícias do turfe. O locutor costumava aparecer na tela fantasiado, sempre de forma irreverente.

Ernani chegou a ser apontado pelo Livro dos Recordes como o locutor mais rápido do mundo. Em 1983, ele superou o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy, que figurava no Guiness como o homem que falava de forma mais veloz. O brasileiro se sentiu desafiado e registrou a locução com 322 palavras por minuto.

Fonte:G1/AZ