terça-feira, 12 de junho de 2012

PSDB USA SENADORES PARA BLINDAR PERILLO MAS GOVERNADOR TUCANO NÃO ADMITE QUEBRA DE SIGILO.


"O governador disse que não viu quem eram os emitentes dos cheques".
                                                             (governador Marconi Perillo/foto)
Em depoimento de oito horas e meia à CPI que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários nesta terça-feira (12), o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO), negou envolvimento pessoal com o contraventor e também rejeitou suspeitas de que o grupo que explorava o jogo ilegal no estado exerça algum tipo de influência em sua gestão. A investigação da Polícia Federal apontou suposta influência de Cachoeira no governo de Goiás. O bicheiro teria relações com auxiliares do governador. Servidores do governo de Perillo, como a ex-chefe de gabinete, um assessor direto e o presidente do Detran, pediram demissão após divulgação de suposto vínculo com o grupo do bicheiro."Eu rechaço veementemente a possibilidade de corrupção no meu governo", afirmou o governador. "Acho que muitas pessoas gostariam de desestabilizar o meu governo. Agora, eu jamais diria que essa é a intenção da CPI."Em uma das gravações de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a PF capturou um telefonema em que Perillo cumprimenta Cachoeira pelo aniversário do contraventor. Há suspeita de que uma casa vendida pelo governador tenha sido comprada indiretamente por Cachoeira, numa transação que teria envolvido assessores de Perillo. Em fevereiro, durante a Operação Monte Carlo, a Polícia Federal prendeu Cachoeira nessa casa. Perillo começou a depor às 10h30 e falou por pouco mais de uma hora antes de começar a responder perguntas de deputados e senadores. Em suas considerações iniciais, ele afirmou que se sente” vítima de uma grande injustiça”., Por volta das 11h45, passou a ser questionado pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), e em seguida pelos demais parlamentares. Sobre a venda de sua casa, na qual Cachoeira foi preso pela PF, ele negou que haja contradições nas versões - há ao menos quatro versões para a venda do imóvel. Perillo afirmou ainda que pode ser vítima de grampos ilegais e  que vai abrir investigação para confirmar as suspeitas.

BATE BOCA PARA BLINDAR PERILLO NA CPI:  Durante a sessão da CPI, uma pergunta do relator desencadiou um tumulto e um bate boca a entre os parlamentares na sessão. Cunha perguntou a Perillo, que depôs na condição de testemunha, se o governador estaria disposto a autorizar a quebra de seu sigilo telefônico. De imediato, parlamentares da oposição se dirigiram aos gritos ao relator, reclamando da indagação de Odair Cunha. "Ele [Perillo] nao é investigado. [...] O relator se perde, ele está aqui como testemunha", gritou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP."O governador Marconi Perillo é, sim, investigado pela CPI", respondeu Cunha. Depois, o presidente da comissão esclareceu que o governador não era investigado, mas sim testemunha.

RELAÇÕES COM CACHOEIRA:   Em sua fala, Perillo destacou que "não há fato concreto" nas interceptações telefônicas que apontam o envolvimento de servidores em irregularidades. "Não há consequência prática entre as conversas e as ações do meu governo. Por uma razão muito simples: nunca tive proximidade com o sr. Cachoeira. [...] Reafirmo, nunca tive relação de proximidade com o sr. Carlos Cachoeira, embora fosse ele uma pessoa de livre trânsito na sociedade."
Ainda segundo o governador, na investigação da Polícia Federal não há registro de nenhum telefonema que ele tenha recebido de Cachoeira. Ele contou que, no telefonema que fez ao bicheiro, estava na casa de um amigo, durante uma reunião social, quando alguém lembrou que era dia do aniversário de Cachoeira e perguntou a ele se não gostaria de cumprimentá-lo. Perillo disse ter o hábito de parabenizar as pessoas pelos aniversários."Não estava telefonando para o contraventor, mas para o empresário", declarou Perillo, em referência aos negócios de Cachoeira na área da indústria farmacêutica em Goiás. De acordo com Marconi Perillo, o único encontro formal entre ele e Carlinhos Cachoeira se deu na sede do governo. "Ocorreu no Palácio das Esmeraldas, em audiência, como empresário, formalmente solicitada para tratar de assuntos da Vitapan (empresa farmacêutica)." A Vitapan é oficialmente da ex-mulher de Cachoeira, mas, segundo a PF, continua sendo comandada pelo bicheiro. O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto, ironizou as declarações de Perillo. "No mínimo, o senhor nao tem muita sorte. [...] O senhor vende uma casa, quem compra é o Cachoeira. Num momento de descuido, o sr. liga pro Cachoeira e a PF grampeia. E agora, por um azar do destino, a filha do senhor é colega da sobrinha do Cachoeira.

JOGO ILEGAL:  Perillo disse ainda que, durante o governo dele, houve combate à contravenção e apreensão de máquinas caça-níqueis. "Em relação ao jogo do bicho, quatro operações em média foram realizadas no meu governo, quatro operações por dia", disse.“A determinação minha sempre foi de combater a contravenção. No inicio, a atividade era legal, havia um contrato com o senhor Cachoeira e o governo do estado por meio da Gerplan”. Perillo contou ter ouvido falar pela primeira vez no nome de Cachoeira em 1996, quando era deputado federal, e que Cachoeira havia ganhado uma licitação, pela Gerplan, para administrar jogos da loteria de Goiás. Citou que quando assumiu o primeiro mandato (1999-2002), o contrato do governo com a Gerplan estava em vigor."O senhor nunca foi informado sobre as ações do principal contraventor do seu estado?”, perguntou o deputado Filipe Pereira (PSC-RJ). “Esse é um juízo de valor que o senhor está fazendo. Eu o conheci como empresário”, respondeu o governador. Depois, ao ser perguntado sobre sua posição a respeito do jogo, Perillo respondeu: "Não jogo e sou contra o jogo. Entre a hipocrisia reinante e a legalização, talvez fosse melhor que uma providência como essa fosse tomada. Embora repita: se fosse votar aqui no congresso, votaria contra".

RECEBEU 1,4 MILHÕES MAS NÃO SABIA DE ONDE VEIO O DINHEIRO:    O governador negou ainda que existam contradições em relação à versão que apresentou sobre a venda da casa da qual era proprietário, em Goiânia. "Na minha opinião, essa história da casa está absolutamente explicada", declarou.
Há quatro versões para a venda da casa. Em depoimento à CPI, no último dia 10, o delegado Matheus Mella, da PF, que coordenou a Operação Monte Carlo, disse que a casa foi comprada pelo sobrinho de Carlinhos Cachoeira e que o governador  Marconi Perillo recebeu R$ 1,4 milhão em três cheques. Na versão de Perillo, quem intermediou a venda foi o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, mas a escritura saiu em nome do empresário Walter Paulo Santiago. Afirmou que recebeu R$ 1,4 milhão em três cheques.Perillo voltou a afirmar que Perillo afirma que seu ex-assessor Lúcio Fiúza estava presente no ato da venda da casa de Garcez para Walter Paulo apenas para "dar legitimidade".

JOGO DE EMPURRA:   Não adianta forçar a barra. Quem pediu para comprar a casa foi o Garcez."Governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), aos integrantes da CPI do Cachoeira. Garcez disse que comprou a casa para si e que pediu dinheiro emprestado a Cachoeira e a Cláudio Abreu, ex-diretor da empresa Delta. Depois, teria verificado não que a quantia que possuia não suficiente para pagar a dívida e disse que revendeu o imóvel a Walter Paulo Santiago. À CPI, Santiago afirmou que pagou em dinheiro pela casa para Lúcio Fiúza, ex-assessor do Perillo, e para Wladimir Garcez. Disse que, depois de comprar, emprestou a casa a Garcez, que, por sua vez, a emprestou a uma amiga, Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira. O relator Odair Cunha questionou sobre o fato da escritura a casa não ter saído em nome de Garcez. "Durante longo tempo cogitou-se que vendi para o Cachoeira. Restou provado que não foi. Ocorre que não adianta forçar a barra. Quem pediu para comprar a casa foi o Garcez. Acertamos o valor e ele ficou de pagar com cheques pré-datados. Não tinha como eu escriturar a casa sem ter os cheques pagos. Segundo, eu não tinha como, não tinha bola de cristal, que o sr. Garcez tinha recorrido aos seus patrões", respondeu Perillo.

ALEGAÇÃO DUVIDOSA:  O governador disse que não viu quem eram os emitentes dos cheques. Nas cópias dos cheques entregues por Perillo à CPI, o emitente é a Excitant Indústria e Comércio, empresa que, de acordo com a PF, pertence a uma cunhada de Cachoeira - segundo a investigação da Polícia Federal, a Excitant recebeu depósitos da Alberto e Pantoja, empresa fantasma que supostamente abastecia as contas do grupo de Cachoeira.

DELTA:  Perillo negou que Garcez o tenha procurado para falar de pleitos de Cachoeira ou da Delta que, segundo a PF, ajudava o esquema do bicheiro. Ele disse, porém, ter conhecimento de que Garcez procurava órgãos do governo com essa intenção. "Garcez nunca me levou pleito algum de Cachoeira. Sei que levou a alguns órgãos do governo pleitos da Delta. Ele recebia um valor da Delta e um menor do Cachoeira. A mim, ele nunca levou pleito da Delta e do Cachoeira". Segundo o governador, a Delta recebeu R$ 14 milhões em 2011 e R$ 4 mihões em 2012 por obras resultantes de contratos com o governo de Goiás. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) perguntou se Perillo conhece Fernando Cavendish, presidente afastado da Delta, e Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta no Centro-Oeste. "Nunca conversei com o Cavendish. Sei que ele já foi a Goiás. Teve encontros, não sei com quem." Sobre Abreu, esteve poucas vezes em eventos sociais em Goiânia.

NOMEAÇÕES:  O governador também foi perguntado sobre se foram nomeadas pessoas a pedido do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que responde no Conselho de Ética por supostamente ter beneficiado o bicheiro, ou de Wladimir Garcez. Sobre Garcez, ele disse que o ex-vereador afirmou à CPI não ter feito nomeações. A respeito de Demóstenes, ele respondeu que sim. "Pessoas qualificadas, que estão em vários órgãos. Mas nunca tratou comigo de qualquer pleito relacionado a Cachoeira.

AUXILIARES EXONERADOS:  Perillo comentou sobre a sua ex-chefe de gabinete, que pediu exoneração após divulgação de áudios que apontavam que ela recebia informações privilegiadas sobre operações policiais cujo alvo seria o grupo de Cachoeira. "A sra. Eliane Pinheiro era encarregada dos assuntos partidários. Trabalhou durante 20 anos em vários governos, inclusive no meu. Ela trabalhava atendendo aos partidos e aos parlamentares, em sala distante da minha. Nunca pediu pra favorecer nada a nenhuma pessoa ligada aos investigados. Ela saiu do meu governo por se sentir contrangida. Eu não sabia das relações dela com o Cachoeira", declarou.Sobre o presidente do Departamento de Trânsito em Goiás (Detran-GO), Edivaldo Cardoso, que pediu exoneração após denúncia de elo com Cachoeira, Perillo afirmou que nunca recebeu pedidos do auxiliar. "Edivaldo nunca me apresentou qualquer pedido de interesses de outra pessoa. A única conversa que teve comigo sobre o Cachoeira foi quando me convidou para um jantar em sua residência e disse que entre os convidados estaria o sr. Carlos Augusto Ramos. Nesse contato informal, ouvi do convidado propostas de isenção fiscal [relativas ao laboratório]", afirmou.

JORNALISTA:  O governador também falou sobre suposto pagamento recebido pelo jornalista Luiz Carlos Bordoni, que atuou em sua campanha eleitoral. Bordoni diz ter recebido da campanha de Perillo pagamento depositado na conta de sua filha de uma empresa apontada pela PF como laranja que abastecia o esquema de Cachoeira. O relator Odair Cunha disse que Bordoni afirmou que prestou serviço por R$ 170 mil enquanto que o governador afirma que pagou R$ 33 mil. Cunha destacou fala de Bordoni, de que recebeu R$ 40 mil em dinheiro da mão do governador e que Perillo teria tirado dinheiro de um frigobar."Bordoni disse que recebeu do sr. R$ 40 mil em dinheiro, foi o primeiro pagamento, disse que o senhor tirou o dinheiro dentro de um frigobar. Disse Bordoni: só podia estar desligado porque o dinheiro não estava gelado", afirmou o relator, que arrancou risadas dos demais parlamentares. Perillo rebateu: "Ele tem que provar isso na Justiça. Nesse escritório tem um pequeno gabinete, que tem frigobar, quadros, mas que todo mundo conhece. Claro que qualquer pessoa que tenha passado por lá tem condições de descrever essse ambiente.

DOAÇÕES: O relator citou que a PF afirma que Rossini Guimarães, sócio de Cachoeira em empresa de segurança, doou recursos para campanhas do PSDB em Goiás. Perillo afirmou que recebeu doações de Rossini e que constam na prestação de contas. Perillo diz que desafia qualquer pessoa a provar que houve direcionamento em licitações no seu governo. Perillo nega que tenha recebido doações da Delta para sua campanha. "Mas eles podem ter feito colaboração através da empresa de Rossini’, pergunta Odair Cunha. “Pode ter. Não sei”, disse Perillo.



Entenda as versões sobre a venda da casa do governador Marconi Perillo
Marconi Perillo diz à CPI que é vítima de 'injustiça' e alvo de 'crueldade'



Fonte: G1


VOLTA ATRÁS: - REDE GLOBO SE DESCULPA COM ATRIZ SONIA BRAGA.

"Talvez porque não tenha aceitado trabalhar de graça para eles na divulgação, em Portugal, da novela Dancin' Days".

( Sonia Braga/novela: Gabriela/foto: 1975) 
A Rede Globo voltou atrás e se desculpou oficialmente com Sonia Braga por não tê-la citado na matéria exibida nesse domingo (10) no “Fantástico”, sobre a nova adaptação para a TV de “Gabriela”, obra de Jorge Amado. “Melhor assim, desculpas aceitas!”, escreveu a atriz em seu perfil no Facebook na noite dessa segunda-feira (11), depois de ler o pedido de desculpas emitido pela Rede Globo.

“Foi um erro, pelo qual pedimos desculpas à Sônia Braga e aos telespectadores. A única explicação que pudemos encontrar é que a atriz, como Gabriela, é inesquecível a tal ponto que as imagens da personagem subindo o telhado na primeira versão, já parte da melhor antologia da TV Brasileira, pareceram aos editores suficientes, porque todos conhecem Sonia Braga. Foi um erro, como dissemos, sem que em sua origem, no entanto, estejam as suposições que a atriz menciona na mensagem dela nas redes sociais”, escreveu a Globo através de sua assessoria de imprensa.

“Gabriela”, estrelada pela atriz Juliana Paes, estreia na Rede Globo no próximo dia 18.

Leia a mensagem publicada por Sonia Braga no domingo na íntegra:

“Fiquei estarrecida ao assistir ao Fantástico de hoje. Estarrecida e chocada com o exemplo de mau jornalismo. Na matéria sobre o remake de Gabriela, que terá Juliana Paes no papel (cuja escolha, aliás, achei perfeita), o programa mostrou imagens minhas, na novela original, mas sequer me mencionou como a intérprete original da personagem. Das duas, uma: ou foi incompetência ou, pior, falta de respeito mesmo e pura má-fé. Mas isso não chega a ser novidade na emissora. Talvez porque não tenha aceitado trabalhar de graça para eles na divulgação, em Portugal, da novela Dancin' Days. Em troca, preferiram me apagar da história da tevê”.

Fonte: iG & Midia News 

domingo, 10 de junho de 2012

RECOLHIMENTO DE FGTS SERÁ OBRIGATÓRIO PARA EMPRESAS.

A partir do próximo dia 30, todas as empresas com mais de dez funcionários terão de usar certificação digital do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação) para realizar operações com a Caixa Econômica Federal, via internet, relacionadas com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e com o repasse de informações à Previdência Social.

A Caixa informa que a alteração decorre da necessidade de adaptação do programa de CS (Conectividade Social) às determinações previstas na lei que rege a validade jurídica de documentos eletrônicos. A Caixa destaca também que a medida facilita a conectividade e a torna mais segura.
Mais de 3 milhões de empresas usam o Conectividade Social todos os meses para informações relacionadas ao FGTS e à Previdência Social.

Atualmente, 35,5 milhões de trabalhadores recebem depósitos mensais em contas vinculadas ao FGTS, que conta com ativo de mais de R$ 300 bilhões. Essa movimentação possibilita saques de aproximadamente 2,5 milhões de empregados por mês, o que exige modernização do sistema e toda a segurança possível. Por tal motivo, é necessário que as empresas migrem para a nova versão da infraestrutura do sistema, uma vez que a certificação digital será obrigatória para o envio de informações e recolhimento do FGTS e Previdência Social.

O novo mecanismo de segurança permite também consultar saldos do FGTS, informar desligamento de trabalhadores, retificar informações, emitir procuração eletrônica e acessar o sistema da Caixa PIS/Empresa, entre outras funções.

A Caixa visa como resultado da certificação a redução de tempo e de gastos operacionais por parte das empresas, além de garantir segurança jurídica dos dados que transitarem virtualmente no sistema operacional da Caixa.

Confira também


Fonte:R7

sexta-feira, 8 de junho de 2012

NA VOLTA DE RICARDINHO A SELEÇÃO BRASILEIRA DE VOLEI GANHA FÁCIL DA FINLÃNDIA.

 O time ainda não está "bom", mas existe uma boa perspectiva de melhora.

Foi o jogo que marcou a volta do levantador Ricardinho que havia sido afastado em 2007 após desentendimento com o técnico Bernardinho. O público pode rever o desempenho de Ricardinho com a amarelinha. O jogador foi bem e colaborou muito para o saldo positivo. Apesar da vitoria,  para o treinador o time ainda não está "bom", mas existe uma boa perspectiva de melhora. "Os centrais já melhoraram um pouco. No último set, tivemos mérito no saque. Estamos trabalhando para errar menos. O time soube se impor dessa forma", disse Bernardinho.
Segundo ele, o sistema defensivo é o que leva mais tempo para se colocar em prática. "Se eu focar demais no ofensivo, defensivo é o que mais leva tempo para se trabalhar. Temos condições de chegar a brigar por medalhas", disse Bernardinho. "Demanda mais tempo para montar o sistema defensivo. Há uma preocupação com o entrosamento maior. Murilo e Dante treinaram pouco, Ricardo voltou e ainda há a necessidade de alguns certos", afirmou.
Contudo a Seleção masculina de vôlei se recuperou da derrota contra a Polônia na última rodada da Liga Mundial e venceu fácil a Finlândia por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/22 e 25/09. Jogando a primeira partida da etapa brasileira, no Ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, o time do técnico Bernardinho aproveitou o apoio da torcida para vencer mais uma partida no grupo B da competição.
A vitória foi a segunda diante dos finlandeses nessa Liga Mundial já havia vencido os escandinavos na fase polonesa do torneio) e a quarta brasileira na competição.
O primeiro set do jogo começou complicado para a Seleção Brasileira. Com boa troca de bolas e muito consistente no ataque, a Finlândia dominou o início do jogo e chegou a abrir 8 a 5. Após a primeira parada técnica do jogo, Bernardinho conversou com os jogadores e acertou alguns erros. A parada fez bem ao time da que equilibrou o jogo, sobretudo com lances de Lucão e Wallace. O jogo seguiu igual, mas o Brasil conseguiu uma pequena vantagem no final e fechou o primeiro set em 25/21.
A segunda etapa do jogo começou da mesma forma que a primeira: com muito equilíbrio. Com o apoio da torcida, que lotou o Ginásio Poliesportivo de São Bernardo, o Brasil começou na frente, mas não conseguiu grande vantagem no placar. As sucessivas trocas de bola entre as seleções fizeram com que o jogo ficasse disputado até o final, quando os abriram três pontos e fecharam o set em 25/22.
O terceiro set começou com um Brasil arrasador abrindo quatro pontos de vantagem. A diferença entre as seleções só foi aumentando, e nem mesmo o tempo pedido pelo técnico argentino da Finlândia Daniel Castellani, foi suficiente para uma reação dos adversários. Com vários pontos de saque, Lucão comandou a fácil vitória no último set por 25/09.

Fonte:Terra/Vagner Magalhães

sábado, 2 de junho de 2012

INGLATERRA: SALVE A RAINHA!!!

Conservadora, divertida, rígida, tímida, discreta, prática, sensível, observadora e direta são alguns dos adjetivos atribuídos a esta mulher com saúde de ferro conhecida na infância como Lilibeth. Dona de um estilo inigualável Elizabeth II, que sobreviveu a pelo menos quatro estilistas e muitos chapéus, sem esquecer as bolsas de mão será homenageada nas comemorações do jubileu de diamante neste fim de semana. O evento comemorará os 60 anos de reinado da Monarca. A rainha de povos monarquistas, patriotas, separatistas, aborígines e de quase 140 milhões de habitantes de 16 nações é uma servidora pública rica e famosa, que dedicou toda sua vida a serviço da Coroa. Apesar de sua constante presença midiática, pouco se sabe sobre sua personalidade e gostos pessoais. Entre essas raras informações públicas, está a afeição da monarca por cavalos, por seus pequenos cães corgis, pela vida no campo e pela Escócia, para onde se dirige todos os verões...
Pesquisas mostram que a rainha de 86 anos continua sendo enormemente popular entre os britânicos, mas há dúvidas sobre o futuro da monarquia quando seu filho, o príncipe Charles, que já tem 63 anos, se tornar rei.
 Elizabeth II é rainha da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, chefe de Estado de outros 15 países da Commonwealth e a soberana que, após Vitória (1819-1901), que reinou de 1837 até sua morte, mais tempo ficou num trono da Inglaterra com mil anos de história.
Ela o fez junto ao consorte mais longevo da monarquia britânica, seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, nascido em 1921. Dele a então jovem Elizabeth se apaixonou quando se conheceram em um casamento, ela com apenas 13 anos.
Apesar dos constantes rumores de indiscrições por parte do duque, a rainha da Inglaterra foi toda sua vida mulher de um só homem, com quem teve quatro filhos, oito netos e duas bisnetas.
Elizabeth Windsor se casou com Philip de Mountbatten em 1947, cinco anos antes de chegar ao trono, em 6 de fevereiro de 1952, após a morte de seu pai, o rei George VI, coroado em 1936 pela repentina abdicação de seu irmão, Edward VIII.
Apesar dessa reviravolta do destino que a transformou / tornou em herdeira aos dez anos, Elizabeth II é para muitos a melhor rainha / reina que teve o Reino Unido, cujo nome promoveu por todo o mundo com uma centena de viagens de Estado.
Em seu longo reinado, Elizabeth II nomeou 12 primeiros-ministros, desde Winston Churchill a David Cameron, passando por Harold Wilson, Margaret Thatcher e o indiscreto Tony Blair.
Em suas memórias, Blair rompeu a regra de não revelar detalhes das audiências reais e relatou seu primeiro encontro com a soberana após ganhar as eleições de 1997, cena que parece inspirada no filme "A Rainha" (2006).
"Foi bastante tímida, algo estranho em alguém de sua experiência e posição mas, ao mesmo tempo, direta. Não quero dizer mal-educada ou insensível; simplesmente direta: ''O senhor é meu 10º primeiro-ministro. O primeiro foi Winston. Isso foi antes de o senhor nascer''", teria lhe dito Elizabeth II, segundo as palavras de Blair.


CASAMENTOS E DIVORCIOS Seu casamento com um príncipe grego segue bastante sólido, mas sua irmã, sua filha e dois dos seus filhos tiveram rompimentos amorosos bastante turbulentos. No jubileu dos 40 anos, ela declarou que 1991 havia sido um "annus horribilis" ("ano horrível"), pois três dos seus quatro filhos se separaram, e um incêndio atingiu o Castelo de Windsor.
A morte da princesa Diana, em 1997, piorou ainda mais a imagem da monarquia, pois a opinião pública considerou que a rainha reagiu com frieza diante da tragédia que abateu a popular ex-mulher de Charles. Mas, apesar das crises naquela que já foi descrita como "a mais disfuncional família da Grã-Bretanha", Elizabeth continua digna e confiável. Nenhum dos escândalos chegou realmente a pôr em xeque uma linhagem real que remonta a Guilherme, o Conquistador, em 1066. Até republicanos convictos acham que tão cedo a rainha não deixará de ser reverenciada.


APOIO EM ALTA Uma pesquisa publicada na semana passada pelo jornal de esquerda Guardian mostrou que o apoio à monarquia alcançou seu maior nível desde o início dessa série de levantamentos, em 1997. Quase 70% dos britânicos dizem que o país estaria pior sem a monarquia, contra 22% que acham que estaria melhor. Apenas 10% são favoráveis a que o chefe de Estado seja eleito pelo povo.




Fonte: Reuters/Terra

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ENQUANTO O FLAMENGO INICIA GUERRA CONTRA RONALDINHO GAÚCHO VASCO LANÇA LINHA DE LANGERIE.

Enquanto a presidente do Flamengo Patrícia Amorim divulga seu sentimento de “decepção profunda” declarando que a briga está apenas começando contra Ronaldinho Gaúcho, o Vasco lançou em parceria com a Sapeka Lingerie na tarde desta última quinta-feira, uma linha de lingerie para torcedoras do clube. Ao todo, a coleção conta com nove peças íntimas, que foram apresentadas pela atriz vascaína Desirée Oliveira, do programa Zorro Total, da TV Globo.
A coleção ainda não está à venda, mas duas das nove peças começarão a ser vendidas na próxima semana, na rede de lojas oficiais do clube e nas Lojas Sapeka.
- Quando decidimos lançar uma linha de lingerie, procuramos a Sapeka porque sabíamos que a empresa faria peças de bom gosto, sensuais, que valorizam a mulher, como era nossa intenção. Queremos que as vascaínas se sintam bonitas ao usar os produtos, e conseguimos isso - disse Flávia Mayrink, gerente de licenciamento do Vasco.
 Quanto ao Flamengo segue a disputa com Ronaldinho, que segundo Patrícia Amorim, agora é uma “questão de honra” para o clube.



Fonte: Veja/O Globo

Gerente de futebol recém-chegado ao Flamengo, Zinho, fez duras críticas à postura do jogador. “Não vim para o Flamengo para brincar. Do jeito que estava (a postura de Ronaldinho), não condizia com o futebol. Fui bem direto com ele, e na frente de todos. Disse que não iria permitir deslizes. Acabou a bagunça, acabou a festa. Quem quer fica, que não quer pede para sair. Disse isso olhando olho no olho”, afirmou Zinho.

Segundo Zinho, Ronaldinho cometeu duas indisciplinas no curto período em que conviveram no clube. A primeira teria sido um atraso em um treino. A segunda, não comparecer ao aeroporto, para o embarque para o Piauí. Ainda assim, segundo ele, a saída de Ronaldinho foi uma surpresa. “Entramos para o profissionalismo. A corda apertou. Não tinha mais conversa fiada, não tinha mais regalia. Talvez este seja um dos motivos que o levaram a fazer o que fez”.

A avaliação do clube é de que Ronaldinho saiu “pela porta dos fundos” e não teve “conduta profissional” o clube afirma também que Ronaldinho responderá por danos morais e nega estar devendo fundo de garantia.

PAGOT OU NÃO PAGOT? EX-DIRETOR DO DNIT LUIZ ANTONIO PAGOT FALA SOBRE CAIXA 2 NA CAMPANHA DE SERRA.

Em entrevista, Pagot denunciou esquema para abastecer caixa 2 da campanha de Serra
Em entrevista concedida à revista IstoÉ que chegou às bancas nesta sexta-feira (1), o ex-diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) Luiz Antonio Pagot, denuncia esquema de caixa 2 na campanha presidencial de José Serra (PSDB) e conta que, em 2010, quando ainda dirigia o órgão, arrecadou dinheiro com empreiteiras para a campanha do PT.

Pagot se encontrou com a reportagem da revista três vezes nos últimos dois meses, e revelou como teria sido pressionado por pessoas próximas ao governo Serra aprovar aditivos financeiros ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010.

— Veio procurador de empreiteira me avisar: “Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.” Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin.

Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com dinheiro da Delta com a liberação de obras para a construtora. Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot.

Ele diz que recusou os pedidos para um caixa 2 da campanha de José Serra. Pagot contou que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos orçamentários para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, empresa paulista responsável pelas estradas, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia.

Até então, a obra tinha consumido R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em repasses da União. Acompanhado do diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, Pagot disse que o governo não devia mais nada à Dersa. Quarenta dias depois, houve nova reunião, no Palácio dos Bandeirantes, na qual tentaram recolher sua assinatura num TAC (Termo de Ajuste de Conduta), apresentado pelo Ministério Público Federal.

— A partir daí começaram as pressões.

Ele diz que recebia telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. O caso foi parar no TCU (Tribunal de contas da União), que autorizou a Dersa a assinar o TAC, condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do Ministério Público.

Pagot recorreu à AGU (Advocacia Geral da União), que em parecer, ao qual ISTOÉ teve acesso, o liberou de assinar o documento.
A reportagem conta que, em meados de 2010, o procurador de uma empreiteira adicionou para Pagot um elemento novo à já suspeita equação do Rodoanel. O interlocutor, segundo o ex-diretor do DNIT, revelou que no convênio haveria um percentual para abastecer a campanha de Serra.

— Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra.

Consulta ao TSE mostra que o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões, em cifras oficiais. O representante de uma empreiteira que participou do Rodoanel confirmou à revista que manteve contatos com Pagot reivindicando mais dinheiro.

Valdemar Costa Neto confirmou os contatos. Disse que atua “junto à administração pública em favor da liberação de recursos para investimentos que beneficiem” sua região.
Nascimento, por sua vez, admitiu ter sido procurado por dirigentes do governo de São Paulo para discutir o aditivo, mas garante que refutou o pedido. Passos negou qualquer pressão. 

 
DOAÇÕES AO PT FORAM POR VIAS LEGAIS
Pagot afirmou ainda que quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras.

— Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.

Ao analisar a prestação de contas da campanha petista, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE.

Segundo a revista, os segredos de Pagot ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia:

— Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.


Fonte:R7
foto:(Serra) Macacheira Geral